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O galã do cemitério



Foi uma notícia terrível, de cortar o coração. O querido Zé, que trabalhou anos e anos naquela empresa, de uma hora para outra, bateu com as botas. Deixou o velho e amigo camarada, o Severino, um sujeito baixinho, cabelos grisalhos, solteirão convicto, metido a galã. Andava sempre com um pente no bolso da camisa. O tal objeto era um acessório indispensável, pois tinha pavor de que seus cabelos ficassem em desalinho, e se de repente pintasse um broto? Não, ele não podia descuidar.
Quando recebeu a notícia da morte do amigo, foi como se um raio caísse em sua cabeça, até pensou em se jogar de um viaduto, tamanha foi a sua dor, porém se conteve “a vida continua.” – pensou.
E naquela manhã de um calor insuportável, ele foi para casa e escolheu o melhor terno, usou uma loção de uma fragrância muito forte, queria ficar bem perfumado. O amigo que desculpasse, mas mesmo sendo numa ocasião como aquela, não podia descuidar da aparência, afinal e se de repente aparece…
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"Para falar ao vento bastam palavras. Para falar ao coração, é preciso obras. (Padre Antonio Vieira)"

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"Para falar ao vento bastam palavras. Para falar ao coração, é preciso obras.
(Padre Antonio Vieira)"