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domingo, 30 de outubro de 2011

O Despertar do Amor







O Despertar do Amor


Quando saiu de casa naquela manhã, ainda não passava das oito. Ela sentiu os raios de sol lentamente penetrando em seus poros, trazendo para seu espírito uma sensação agradável de felicidade, então respirou fundo e contemplou a natureza.
Enquanto caminhava pelas ruas, observou os pássaros que cantavam, era uma melodia muito suave e confortante para seus ouvidos.
Ao caminhar tinha a impressão de que todos traziam em seus olhares uma expressão de alegria, o mundo parecia sorrir à sua volta.
Observava ela cada detalhe daquele dia maravilhoso. Notava a beleza das flores, em suas diversas cores, pareciam até uma obra prima esculpida pela natureza, sem falar do verde das árvores e das copas que balançavam com o roçar do vento. Havia também um contraste maravilhoso daquele céu de brigadeiro, com o verde do mar. Tudo aquilo que estava ali a sua frente, era um presente de Deus, sim ela fora abençoada ao morar num lugar como aquele, crescera naquele bairro de pessoas simples e pacatas, todas as famílias dali, eram de pescadores, inclusive a dela.
Como tudo era tão simples e tão perfeito, refletia ela. Mais uma vez sentiu seu coração se alegrar de algo que nem mesmo ela saberia explicar. Era uma alegria imensa, olhou tudo ao seu redor com tanta ternura, que parecia até que a qualquer momento, seus pés iriam flutuar, alcançar as nuvens, feito bolinhas de sabão, de tão leve que sentia seu corpo, era uma paz que lhe invadia a alma. Riu de si mesma e continuou no seu caminhar, não tinha pressa em chegar, parecia até que ia a lugar algum, era livre, tinha um mundo inteiro para sonhar.
A calmaria do mar que refletia em seu olhar, por um instante a fez parar e pensar naquele momento divino. Se pudesse alcançaria o céu, e nas noites de luar brincaria de contar estrelas.
Durante o trajeto, encontrou crianças que passeavam de bicicleta pelo calçadão e também um casal de velhinhos que a saudaram com um sorriso nos lábios, ela retribuiu aquele gesto com muita alegria.
Percebeu então a menina, que simplesmente tudo aquilo que estava vendo e sentindo a sua volta, era simplesmente um reflexo do seu interior. E como num estalo, se deu conta de que estava apaixonada, o cupido tinha flechado seu coração e com um alvo certeiro havia transformado toda sua vida em poesia.

Histórias que o povo conta

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

quinta-feira, 20 de outubro de 2011


"Se um dia você tiver que escolher entre o mundo e o amor, lembre-se:
Se escolher o mundo ficará sem amor, mas se você escolher o amor,com ele
conquistará o mundo".
Albert Einstein

quarta-feira, 12 de outubro de 2011



As estações



Faltavam poucos dias para chegada da primavera, quando a menina nasceu. O pai, seu Jerônimo não se conteve, ao pegar aquela criança tão pequena nos braços, chorou de emoção. Afinal ali estava o fruto do mais puro e verdadeiro amor por sua querida Joana.
Como se aproximava a primavera, os pais resolveram colocar o nome da filha de Rosa. Sim o nome seria Rosa, em homenagem a mais bela de todas as flores.
A família não tinha muito poder aquisitivo, trabalhavam muito para sustento daquele lar. Mas o que não faltava ali, era amor. Rosa cresceu cercada do amor e carinho dos pais. E o tempo ia passando, a cada primavera, ela se tornava mais bela. Jerônimo sempre a alertava para tomar cuidado, pois ele não iria criar a filha dele para depois entregar na mão de qualquer um, isso não.
Rosa possuía além de sua beleza, uma maturidade como poucas para seus dezessete anos, era muito responsável e atenciosa com seus pais, ela era filha única.
E foi numa destas idas e vindas para escola, que um dia por acaso ela conheceu, Daniel. Foi amor à primeira vista, quando seus olhos se encontraram, foi como se um mundo novo se descortinasse em sua frente. Ele era bem mais velho que Rosa, e trabalhava próximo da escola que ela estudava. Ele também se encantou com o jeito meigo dela, então as conversas e os encontros passaram a ser frequentes, e não demorou muito e os dois já estavam namorando. Quem não gostou muito foi Jerônimo, porém Joana o convenceu, disse que não havia mal nenhum em a filha querer namorar, achava até natural. Então o pai aceitou, com muito custo, mas aceitou, pois havia algo em Daniel, que o pai de Rosa não gostava. Apesar do rapaz dizer que a amava, seus atos não demonstravam a mesma coisa, ele chegava a ser cruel com a namorada, devido seu ciúmes exagerado. Algumas vezes o pai presenciou os dois discutindo e Daniel a empurrando, para ele era muito triste ver sua doce Rosa apaixonada por homem como aquele. Porém ela estava tão envolvida que não aceitava palpites em seu relacionamento, pois já estava decidida, Daniel era o homem da sua vida, “quem sabe com o casamento ele se tornaria uma pessoa melhor?” – pensava ela.
Triste engano, com o casamento as coisas só pioraram, ele passou agredi-la por qualquer motivo, tudo que havia de belo e doce na vida de Rosa, tornou-se feio e triste, já não encontrava mais motivos para sorrir. Ela sempre se lembrava das palavras do pai, porém tinha esperanças de que seu amor fizesse com que Daniel mudasse e passasse a olhá-la com outros olhos. Mas como isso nunca aconteceu, e depois de tantas decepções, ela decidiciu partir, pois não iria deixar de ser feliz por alguém que não conhecia o significado da palavra amor e respeito. Foi uma decisão difícil, porém ela sabia que a mudança teria que partir dela, somente dela. Ele ainda tentou fazer com que ela mudasse de idéia, mas Rosa foi firme em sua decisão, não se deixaria mais enganar por falsas promessas. Pois foi durante aquele período de afastamento que se redescobriu, e viu brotar em seu ser uma nova Rosa, talvez aquela que havia se perdido em alguma primavera. Em seu coração as flores voltaram á florir, sabia que haveria os espinhos, e que em alguns momentos teria que enfrentar as mudanças das estações, porém em seu ser habitava um novo ser, capaz de superar as intempéries da vida de cabeça erguida e com a certeza de que havia feito a maior de todas as descobertas, pois descobrira que ela mesma deveria cuidar do seu jardim, não esperando que a felicidade dependesse do amor de alguém.

Histórias que o povo conta
www.moraalves.com

Ser criança


É um momento mágico, dormir e acordar criança,
Correr de pés descalços e rodopiar no meio da chuva,
embalar os sonhos numa canção de ninar,
sem jamais duvidar, apenas sonhar.
As ideias se multiplicam e se simplificam
Complicado para nós é viver, para as crianças
A vida é um eterno sonho encantado.

Que a criança que existe dentro de cada
um de nós, não se perca jamais.
Que os sonhos
Continuem a alimentar nossos dias
Trazendo uma nova esperança, multiplicando e
se renovando a cada dia.


Mora Alves
12/10/2011