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segunda-feira, 2 de julho de 2012

Um Novo Amanhecer - Cíntia e Alberto Aqui, tudo é bem dito. Geralmente sem muita retórica. Na autora transbordam as palavras, fervilham as idéias que ela vai emendando de um jeito tão especial que outra coisa não é senão Arte. Palavras, fios d’água com que a autora vai tecendo a vida dos personagens. Água, vida, movimento, ondas caudalosas lembrando a todo instante do oceano de criatividade dessa nova autora. Em Um Novo Amanhecer, incomum, mesmo, só o amor. Sim, é de amor que a autora fala todo o tempo, e de um jeito tão raro como raro o próprio amor o é, sabemos, principalmente nos últimos tempos. Mas não esperem pieguices. A despeito dos diálogos simples, diretos, e da vida linear, é o ato contundente que, repentinamente, descortina a realidade. Digamos mesmo que a autora escreve um “a vida como ela é” mas que somente o percebemos, de fato, na medida em que desvendamos o íntimo dos personagens. Suas fraquezas, paixões, grandiosidades e compaixões. Um Novo Amanhecer se evidencia enquanto proposta para a cidadania. Isso fica latente todo o tempo, principalmente através dos personagens principais, Cíntia e Alberto e o trabalho que desempenham, um como psicólogo e outro como assistente social: “... a sociedade adoecia, pois cada vez mais as pessoas estavam preocupadas em ter e não em ser; ter um tipo de beleza, objetos de consumo, padrão de vida, sempre mais. “Pagavam caro por isso... Por outro lado havia o hospital, outra realidade, onde os pacientes sabiam apenas que teriam que ser pacientes...”. O curioso é que ser psicólogo e assistente social não foi justificativa ou simplesmente um meio para a atuação de ambos. O que mais a autora mostra é o perfil humanista deles. Isso nos sugere que exercer a cidadania e o amor é papel que não carece de formação específica, sendo o amor ao outro o ponto de equilíbrio das relações, fato que depende de cada um de nós. Mas o que mais nos fala esse romance é sobre brevidade de tudo. Sim, eu me vi pensando nisso, e no quanto a “vida são só dois dias”, e isso muitos já o disseram. Talvez não como Mora Alves, que o faz nas entrelinhas desse romance. Um novo amanhecer. Surpresa, surpresa da boa, assim, escrito em duplicata, talvez para nivelar com o que sinto ao escrever esta apresentação, simplória até, em vista do que nos mostra Mora Alves, pseudônimo de Maria Aparecida Araujo Alves, Cidinha para os familiares. Enquanto irmã, eu posso ser suspeita para falar, dirão alguns, mas o que mais eu poderia dizer, a não ser que desponta no cenário literário muito mais do que uma promessa? Cissa de Oliveira Professora, bióloga e escritora. Campinas-SP cissa.oliveira@gmail.com

4 comentários:

  1. Uáu! Mais uma vez, parabéns pelo lindíssimo e valioso trabalho!
    Muito sucesso pra você, Mora Alves.
    Beijos,

    Cissa de Oliveira

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    1. Obrigada minha irmã, que sempre me apoiou e me incentivou...e que leu o livro com tanto carinho e atenção e fez de suas palavras tudo o que ia dentro da minha alma!
      bjs

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  2. Mora Alves desponta num Novo Amanhecer para a nossa literatura, sendo-lhe sangue novo, a lhe conceder bastante de sua doce e poeta personalidade. Ainda não o li, mas já o admiro, pelo que nos é dado conhecer, a todo instante, por sua admirável autora, a quem ora desejo pleno sucesso, por mais absoluto merecimento. Parabéns, Mora Alves!!! Do seu amigo e admirador Fernando Coelho.

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    1. Obrigada meu amigo Fernando Coelho!Estou muito feliz por ter amigos tão especiais, sempre me incentivando a seguir em frente!
      Um grande abraço!
      Mora Alves

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